Apt-get: Com os poderes da Super Vaca

Em clima de lançamento da nova versão do Ubuntu 10.04, vou abordar sobre um utilitário muito importante no mundo Linux, que é essencial – para não dizer indispensável – para muitos usuários: O apt-get.

O apt-get é um gerenciador de pacotes executado em modo texto, que não trabalha diretamente com arquivos, mas sim com nomes de pacotes, ou seja, ele utiliza um banco de dados que vai fazer a busca automática de um pacote desejado e executar uma função específica de acordo com o que for solicitado pelo usuário. Estas funções podem ser a instalação, remoção, atualização, entre outras. Resumindo, se o usuário deseja instalar um programa em sua distribuição Linux, ele poderá utilizar o apt-get que fará a busca do pacote em seus repositórios, o copiará e por fim fará a instalação na máquina. E tudo isto é feito automaticamente, o usuário simplesmente dá o comando no terminal e assiste – ou não – todo o progresso de instalação de tal programa.

Muitos usuários Linux reclamam da dor de cabeça de resolver dependências para instalar certos programas (principalmente usuários recém migrados do Windows), mas para alegria geral da nação, o apt-get resolve automaticamente essas dependências, instalando por si próprio os pacotes necessários por tal programa.

É importante ressaltar que o apt-get é derivado do Debian, portanto ele estará presente nativamente apenas em distribuições baseadas no Debian. Em outras distribuições ele deverá ser instalado.

Vamos então ao comando:
# apt-get [opções] [comando] [nome_do_pacote...]
Opções mais utilizadas:
-y – Faz automaticamente a instalação dos pacotes, não exigindo uma confirmação do usuário.
-d – Somente faz o download dos pacotes solicitados, cabendo ao usuário instalá-los posteriormente.
Comandos mais utilizados:
install – Instala um pacote, se o programa já estiver instalado e sua versão for anterior ao solicitado, o novo pacote atualiza a já existente.
remove – Remove os pacotes especificados.
update – Faz uma atualização para verificar os pacotes disponíveis atualmente, renovando sua lista de pacotes existentes. – Também muito utilizada quando se é acrescentada novas fontes ao repositório.
upgrade – Atualiza os pacotes existentes em um sistema para as mais recentes.
dist-upgrade – Atualiza a distribuição utilizada pelo usuário para sua versão mais nova, por exemplo, atualizar do Ubuntu 9.04 para o 9.10.

Exemplo do comando: # apt-get install gnome-do

As fontes que o apt-get utiliza está determinada no arquivo /etc/apt/sources.list, que normalmente vem com os links dos repositórios básicos da distribuição utilizada pelo usuário em questão, porém o usuário tem a opção de adicionar outros repositórios que tenha preferência – o que certamente terá que fazer para instalar certos tipos de programas-, que existem em grandes comunidades Linux pela internet.
Uma boa dica é utilizar o próprio CD/DVD da distribuição Linux utilizada, que muitas vezes pode conter programas que o usuário solicita, evitando então o download pela internet. Podemos adicionar CD’s/DVD’s através do comando:
# apt-cd add
Deste modo ele é automaticamente adicionado sources.list. Depois é só atualizarmos a lista com o comando “# apt-get update" e fazer a instalação do programa desejado.

De modo geral todas essas funções citadas são somente o básico do que o apt-get é capaz, a partir daí o usuário pode gerenciar e customizar de várias formas a instalação de pacotes em um sistema. Vale citar que existem algumas ferramentas em modo gráfico como o Synaptics que traz funções semelhantes de uma forma bem mais simplificada para o usuário – principalmente os leigos -, porém no universo Linux é importante estarmos familiarizados com aplicações do modo texto. Acredite, elas são MUITO mais poderosas do que imaginamos.

Ah! E os poderes da Super Vaca?! Digite apt-get moo e descubra.

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