Partições e sistema de arquivos Linux – Parte 1


Particularmente, gosto muito sistema de arquivos do Linux, e de sua forma hierárquica de organizar seus arquivos. Hoje vou falar um pouco sobre como tudo é organizado, e o que é necessário para se entender como particionar um sistema Linux devidamente.

Quem usa Linux sabe que sua forma de organizar arquivos pessoais, arquivos de sistema, partições/discos e etc, é bem diferente do Windows. No Linux temos / que significa “raíz” ou “root”, todos os dados existentes no Linux serão distribuídos hierarquicamente a partir desta raíz, incluindo dispositivos de hardware e outras partições. Por exemplo, imagine que possuamos dois discos rígidos na máquina, se o nosso sistema estiver instalado em um deles, o outro disco deverá ser montado em alguma locação a partir da raíz. Então nós poderíamos simplesmente montar este disco em /media/hd – media é uma pasta padrão do Linux, a qual abordarei mais a frente; hd seria a pasta criada exclusivamente para o disco rígido ser montado -, então este diretório será uma referência para acessar os arquivos deste disco. Além disso, o Linux também tem um diretório que lista todos os hardware existentes no computador, um disco rígido por exemplo estaria localizado no diretório /dev. Pode parecer confuso, mas é uma ótima estrutura de organização, que torna o Linux um sistema bem amplo e gerenciável.

Há dois pontos importantes que devemos conhecer ao se trabalhar com partições no Linux. O primeiro é entender como discos e partições são reconhecidos e nomeados pelo sistema, e o segundo é saber distinguir as funções das pastas de sistema do Linux.

Explicando resumidamente, o Linux nomeia sequencialmente seus discos rígidos, vamos supor que estejamos utilizando um HD master e outro slave em nossa máquina, neste caso o master seria reconhecido como sda e o slave como sdb, ou seja, a letra final diferencia os discos rígidos. Se posteriormente adicionarmos um outro disco rígido a nossa máquina, ele ficará reconhecido como sdc.
As partições dos discos rígidos também são identificadas de forma semelhante, se fizermos duas partições em nosso HD sda por exemplo, a primeira ficaria reconhecida como sda1 e a segunda como sda2.
Eis aqui um pequeno exemplo de um HD com partições:

Na figura acima o dispositivo sda que corresponde ao único disco rígido instalado em minha máquina, contém 3 partições: sda1, sda2 e sda5. A sda1 é minha partição primária onde está a raíz do sistema, ela também é responsável pelo boot do sistema, conforme indicado pelo asterisco. sda2 é minha partição extendida, a partição extendida pode conter várias partições lógicas, neste caso esta partição lógica é a sda5, que é minha partição swap – que será explicado na Parte 2. Mas não deveria ser sda3?! Na verdade um disco rígido pode conter até quatro partições primárias, sendo que temos a opção de substituir uma delas por uma estendida, que por sua vez pode conter até 12 partições lógicas. As partições primárias são listadas no Linux com números variantes de 1 à 4, e uma destas pode ser a partição estendida. Portanto, para as partições lógicas a atribuição começa a ser feita a partir do número 5, o que explica o motivo da nomenclatura sda5.

Na parte 2 deste artigo falarei sobre as funções das pastas do sistema de arquivos do Linux e também como organizá-las em partições.

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    • Thaís Brum
    • 3 de maio de 2012

    MUITO BOM!!! Valeu

    • reenato
    • 26 de agosto de 2013

    Obrigado, parabéns simples e direto…

    • Jonathan
    • 12 de outubro de 2017

    Essa explicação foi perfeita!
    Obrigado!

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